A farra dos emissores gratuitos de NF-e

28/11 - Marcelo Lombardo* / InformaMídia

O fim do emissor gratuito de NF-e do SEFAZ, neste final de 2016, é a bola da vez, e muitas empresas e entidades estão oportunamente pegando carona nessa novidade para oferecer alternativas gratuitas ao pequeno empresário que agora está ficando órfão.
Essas empresas e entidades se colocam como “os grandes salvadores e aliados ao sofrido empreendedor brasileiro”. Fica mais ou menos assim: “o governo descontinuou o emissor gratuito e agora está obrigando todos os pequenos empresários a ter mais um custo, mas nós, da empresa/entidade X, estamos aqui para lhe salvar desse governo malvado”.
Esse novo posicionamento é mais uma pérola do velho e bom marketing pega trouxa brasileiro. Vamos desconstruir parte por parte, começando com o governo, que apenas está saindo de um buraco que, na verdade, nunca deveria ter entrado. No tempo da Nota Fiscal em papel, o governo dava blocos gratuitos? Disponibilizava gráfica grátis? Claro que não.
Governo é fisco, não é gráfica, nem software house. Só que, infelizmente, em algum momento da história, o governo cometeu o erro de se enfiar onde não devia e acabou criando um problema que agora tenta resolver da única forma possível: no facão.
Mas o contraponto que quero fazer não é só esse. A mágica da palavra “gratuito” deixa a falsa impressão de que não custa nada usar esse software para operacionalizar uma pequena empresa, e o que vemos acontecer é a velha piada do “de graça até ônibus errado”.
Vamos lá, o que mais falta nas PMEs brasileiras? Sim, gestão e organização. Isso é fato mais que evidenciado e explicitado por todas as pesquisas de taxa de mortalidade de PMEs, mas ao invés de reforçar a gestão, a ideia que se prega é: “vamos economizar o que gastaríamos com um software de gestão e, por enquanto (leia-se para sempre), fazer tudo na mão mesmo, afinal somos pequenos...”.
Esse é o típico pensamento de quem não parou para fazer as contas. Mas, nós fizemos. Verificamos quanto custa operacionalizar uma PME usando alternativas gratuitas (emissor de NF-e grátis + Excel) versus usando um software de gestão empresarial, ou ERP, como é comumente chamado.
Com o emissor gratuito e Excel, o empreendedor demora em torno de 10 horas e 24 minutos para capturar dez pedidos de vendas, emitir as notas fiscais, gerar os boletos, conferir pagamentos e saber os níveis de estoque. Com um software ERP, que custa em torno de R$ 200/ mês, todas essas atividades seriam feitas em apenas 51 minutos, com muito menos chance de erro. Para as mais de 10 horas de atividades seria preciso manter dois funcionários extras, cujo custo total pode chegar a mais de R$ 8 mil por mês com os encargos.
Aí só falta fazer o famoso post indignado no Facebook dizendo que o “custo Brasil” está matando as pequenas empresas, mas na verdade, você está só tomando “um ônibus errado”, que lhe leva na direção oposta que você deveria ir.
E, para finalizar a baderna dos emissores e softwares gratuitos, nunca se esqueça da máxima da era da conectividade e das redes sociais: “Se o produto é de graça, na verdade o produto não é o produto. O produto é você” (leia-se seu cadastro, de seus clientes, de seus preços, etc., etc., etc.).
Então, enquanto você fica chorando o fim do emissor gratuito ou se cadastrando em sistemas que são gratuitos, seus concorrentes podem já ter percebido o quanto conseguem ser muito mais competitivos embarcando em outra opção: contratar um software de gestão. Em função disso, existe alguém realmente preocupado em fazer desse produto algo realmente eficiente para você. Afinal, quem paga a passagem só aceita tomar ônibus certo, certo?
Se quiser acompanhar em detalhes, confira a tabela abaixo.

*Marcelo Lombardo é CEO da Omiexperience.
Sobre Omie
Omie é um ERP que oferece uma plataforma completa de gestão empresarial na nuvem para controlar todos os processos financeiros, de CRM, vendas e serviços, além de emissão de boletos e NF-e, com foco em PMEs. Com um visual simples e intuitivo, o sistema é muito fácil de ser operado e todas as informações fiscais e contábeis são integradas automaticamente com o contador, independente do software que ele utilize. Tudo isso, sem limites de usuários ou cobranças adicionais. “Ter uma gestão confiável é crucial para que uma empresa possa crescer. Acreditamos nisso e desenvolvemos um ERP capaz de atender as necessidades do negócio e ainda ser atrativo ao usuário”, esclarece Marcelo Lombardo, sócio-fundador da Omiexperience.

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