Pagamento de tributos x faturamento

23/09 - Carla Lidiane Müller para Notícias Contábeis do Contabilidade na TV*

Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, estima-se que cerca de 40% do faturamento das empresas é destinado ao pagamento de tributos.
Mas o que são feitos destes 40%? Lembro que nem todas as empresas arcam com estes 40%, algumas tem um bom planejamento tributário e conseguem reduzir essa carga da forma legal, ou usufruem de algum beneficio fiscal, ou mesmo sonegam e ficam em uma faixa mais cômoda.
A sonegação jamais será a solução para poder recuperar parte destes recursos que seriam destinados aos impostos, até porque se um dia a fiscalização bater à porta destas empresas, o valor a pagar virá acompanhado de multas e juros e virá todo de uma vez.
Então desde 2014 o empresário tem de não só lidar com a alta carga tributária, evitando sonegações, mas ainda tem de repensar sua administração para que ele deixe de atuar e crescer no mercado atual por conta desses 40%. 
Fora isso tem de lidar com juros abusivos, matéria-prima cada vez mais cara, aumento no dólar, aumento de custos, e redução do quadro de funcionários.
Ainda assim, mesmo no crítico cenário atual, é possível ter se um bom gerenciamento deste quadro.
Deve se sempre pensar em gestão de tributos, que atuará principalmente sobre os impostos pagos pela empresa. Essa gestão deve ser constantemente reavaliada perante o cenário econômico atual da empresa.
A gestão tributária afeta vários pontos da empresa e seu faturamento, ela verifica se vale a pena a continuidade de fabricação, ou revenda de um produto, verifica qual regime de tributação poderá trazer mais clientes para a empresa, ou qual fornecedor é tributariamente e economicamente mais interessante de se manter relação.
Enfim, não se visa somente a redução da carga tributária em si, mas toda a situação econômica da empresa. Pois as vezes uma redução da carga tributária pode acarretar retração no mercado em que a empresa atua, e não é isso que os empresários desejam, visto que já é dificílimo se manter bem perante a concorrência nos dias de hoje.
Assim com uma gestão eficiente é possível corrigir erros de interpretação nos processos com relação as obrigações principais e acessórias, evitando assim o desembolso com multas e juros e com valores recolhidos a maior. Ou mesmo recolhidos indevidamente a menor, pois estes geram um grande risco de trazer uma fiscalização para dentro da empresa.
Isso sem contar que no final a empresa terá um sistema de gestão tributária lícito funcionando e gerando não só economia fiscal, como também elevará o percentual de faturamento da empresa depois do recolhimento dos tributos.
Fontes Utilizadas na Pesquisa
*Carla Lidiane Müller - Bacharel em Ciências contábeis.  Cursando MBA em Direito Tributário

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